Postamos esse texto em 08 de março de 2020, Dia Internacional da Mulher. Nova oportunidade para refletirmos sobre as condições de trabalho das colaboradoras e a jornada rumo a uma situação mais justa e equânime quando comparadas às condições dos homens.

Segundo o estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana (incluindo as tarefas domésticas e o trabalho remunerado), tendo ainda assim, renda média inferior (cerca de 70% do salário de um homem).

Essa semana apresentamos a tradução de dois textos que cobrem o tema de equilíbrio e bem estar, como ferramentas de melhora nessa relação de equidade de gênero: um texto da Gallup sobre equilíbrio entre vida profissional e pessoal; uma pesquisa da Gensler sobre fatores que influenciam o bem estar dos colaboradores.

Boa Leitura!

Nos EUA, mulheres e a geração dos “millenials” dizem procurar empresas com políticas flexíveis ao procurar um novo emprego, porque o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é muito importante para eles. Muitas organizações responderam oferecendo acordos de trabalho flexíveis, horários de trabalho alternativos e opções de trabalho remoto.

No entanto, nem todo trabalho pode ser flexível e manter uma cultura que apoie acordos de trabalho flexíveis nem sempre é fácil. Você não pode atender a um paciente hospitalar remotamente, por exemplo, ou administrar uma linha de produção em home-office.

A boa notícia: os dados da Gallup mostram que ter objetivos realistas de desempenho é, na verdade, um melhor indicador do equilíbrio entre vida pessoal e profissional do que acordos de trabalho flexíveis. Além disso, entre os funcionários em tempo integral nos EUA, os trabalhadores que concordam veementemente que têm metas realistas de desempenho, têm 2,4 vezes mais chances de perceberem que têm maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Independentemente do setor, todos os gerentes podem criar um melhor senso de equilíbrio entre vida profissional e pessoal, estabelecendo objetivos claros e realistas.

Duas coisas que todo gerente pode fazer para definir metas claras

1. Inclua funcionários na definição de suas metas de desempenho. A pesquisa Gallup mostra que os funcionários que participam no estabelecimento de metas, têm uma probabilidade 2,3 vezes maior de perceber suas metas de desempenho como realistas do que os funcionários cujo gerente não convida a opinar.

Conversar com os funcionários antes que as metas sejam definidas, também ajuda a esclarecer possíveis mal-entendidos sobre as expectativas de papéis. A Gallup descobriu que quase metade de todos os funcionários dos EUA não sabe o que é esperado deles no trabalho. Isso reduz o engajamento e prejudica a capacidade da organização para distribuir com êxito iniciativas em toda a empresa, seja a indivíduos ou equipes.

Os funcionários cujo gerente inclui na definição de metas, têm uma probabilidade 2,3 vezes maior de dizer que suas metas de desempenho são realistas.

2. Explique as consequências de não cumprir as metas. A pesquisa no local de trabalho da Gallup constata que os funcionários que sabem as consequências de não atingir as metas de desempenho têm duas vezes mais chances de dizer que suas metas de desempenho são realistas.

As consequências, é claro, podem ser positivas (recompensas, bônus, reconhecimento, promoções) ou negativas (rebaixamentos, reprimendas, rescisão). Os funcionários devem estar cientes dos resultados positivos e negativos de suas ações no trabalho.

Os benefícios de objetivos realistas

Estabelecer metas realistas com os funcionários também pode ajudar a evitar alguns comportamentos negativos que podem afetar os resultados da organização e a reputação da marca.

Muita pressão, expectativas pouco claras e consequências injustas podem incentivar comportamentos antiéticos – mentir e trapacear, por exemplo.

foto by drobotdean em freepik.com

De acordo com um estudo de 2012 da Society for Human Resources Management (SHRM), dos Estados Unidos, a grande maioria das empresas vê o bem-estar no local de trabalho como uma oportunidade para reduzir custos de seguro de saúde, aumentar a produtividade e reduzir o absenteísmo. No entanto, metade das empresas pesquisadas classificou suas iniciativas de bem-estar como ineficazes.

Estima-se que 7% dos custos relacionados à saúde do empregador podem ser atribuídos ao absenteísmo, e outros 58% ao “presenteísmo” – o ato de trabalhar enquanto doente – de acordo com dados do SHRM. Isso totaliza 65% dos custos relacionados à saúde que estão diretamente conectados ao bem-estar dos trabalhadores.

Isto significa que os ambientes de trabalho de alta qualidade melhoram a saúde e a satisfação dos funcionários. Os funcionários satisfeitos com os aspectos físicos do local de trabalho, relatam níveis mais altos de energia e tiram menos dias de licença do que os colegas em ambientes com baixo desempenho.

Locais de trabalho saudáveis ​​capacitam os trabalhadores a fazer melhores escolhas de bem-estar. Os funcionários cujos ambientes físicos são mais saudáveis ​​e com melhor desempenho não só têm menos probabilidade de ligar avisando que estão doentes, como também têm menos probabilidade de comparecer ao escritório quando estão doentes – estão trabalhando mais e ficando em casa quando deveriam.

Como sua empresa trata as atribuições de objetivos? Existem políticas de promoção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional?

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Fontes:

https://www.gallup.com/workplace/267191/managers-know-improve-work-life-balance.aspx?utm_source=workplace-newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=WorkplaceNewsletter_Dec_120319&utm_content=improveworklifebalance-CTA-1&elqTrackId=61627cf64e9c49c7abb468f1579e9918&elq=9dfa6ebd918945b3ab3945f3843d6afb&elqaid=2724&elqat=1&elqCampaignId=626

https://www.gensler.com/research-insight/gensler-research-institute/toward-a-wellness-based-workplace

https://movimentomulher360.com.br/wp-content/uploads/2019/01/relatorio_desigualdade_2018_pais_estagnado_digital.pdf

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-03/mulheres-trabalham-75-horas-mais-que-homens-devido-dupla-jornada

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