Meeting the Staff

Workplace Strategy Trends

Seu escritório como catalisador de cultura, performance e engajamento

Estamos em meio a um processo de mudança social jamais observado. São cada vez mais comuns os métodos de gerenciamento que reconhecem as necessidades holísticas das pessoas e buscam fomentar o melhor resultado e desenvolvimento dos indivíduos e de suas organizações.

Como atender aos talentos das novas gerações? Quais as ferramentas de suporte tecnológico, físico, cognitivo e emocional adequados às demandas particulares destes indivíduos? Se você espera resultados extraordinários, oferece ferramentas equivalentes ao potencial de sua empresa e equipe?

 
 
  • Rodrigo Calazans

A antropologia e os desafios dos escritórios abertos.

O autor Christopher Diming, PhD em Antropologia Social, apresentou em artigo publicado no site www.workplaceinsight.net um estudo sobre os efeitos positivos e negativos dos escritórios abertos, também chamados pelo termo inglês “open-plan”.

De acordo com o artigo, o escritório open-plan é predominante no Reino Unido, onde aproximadamente 49% utilizam esta configuração. Mundialmente, de acordo com o mesmo estudo, são 23%.


O “escritório do futuro”, em contraste com os cubículos separados de antigamente, proporcionaria maior transparência e responsabilidade em todos os níveis de gerenciamento. Para muitas empresas, esse elevado nível de visibilidade leva ao benefício de um modelo que estimula a colaboração e a criatividade, já que a maioria do pessoal trabalha dentro do campo de visão um do outro.


O que isso sugere é que um maior grau de monitoramento seja consequência desta proposta, pois as ações dos funcionários estão sujeitas ao olhar do supervisor. Entre os funcionários, há uma maior conscientização de estar sendo observado enquanto no local de trabalho e, consequentemente, em vez de serem sujeitos passivos, os membros da equipe reagem à supervisão. A Dra. Alison Hirst e a Dra. Christina Schwabenland descobriram em um estudo recente que:


“as mulheres são afetadas desproporcionalmente pela percepção de estar sob um olhar atento e, em resposta, comportamentos como vestir-se e outras práticas são frequentemente alterada para criar impressões mais favoráveis.”


Consequentemente, as figuras simbólicas são abundantes no local de trabalho. Na antropologia, muita atenção tem sido dada ao tema da comunicação simbólica dentro dos espaços sociais. A cultura, embora seja um conceito altamente debatido, é vista pelo sociólogo Michael Carrithers como uma caixa de ferramentas conceitual compartilhada para interpretação e ação.


 “Com o crescimento dos arranjos de trabalho distribuídos e ágeis, com colaboradores trabalhando em outros lugares, está se tornando comum que os escritórios centrais sejam reestruturados como centros de colaboração e com foco na experiência geral dos colaboradores.“


Fundamental para a discussão e construção da cultura, antropólogos ilustram que tais medidas de performance e usos de dispositivos retóricos são eficazes, baseando-se em conceitos e imagens culturais entendidos e difundidos.


Embora os profissionais de Workplace Strategy/People Analytics frequentemente utilizem observações e entrevistas com as partes interessadas, foi observado recentemente que esses métodos têm efetividade limitada devido ao tempo consumido e à geração de poucos dados comparativos. No entanto, embora as técnicas quantitativas tenham aplicações bem definidas, um único foco em números e “big data” deixa de fora aspectos mais sutis da comunicação no local de trabalho.


Diante disso, pense um pouco sobre seu ambiente de trabalho.


Quais as figuras simbólicas estão presentes no seu escritório hoje? Algo além dos elementos de comunicação visual e Branding? Há elementos intencionalmente propostos com a liderança com vistas à consolidação de uma cultura de performance?


Public by Herman Miller

texto original publicado no site inglês www.workplaceinsight.net,

Laptop & Coffee

Vamos marcar um café?

Um café e boa conversa, sempre fazem bem.

São Paulo - SP