Meeting the Staff

Workplace Strategy Trends

Seu escritório como catalisador de cultura, performance e engajamento

Estamos em meio a um processo de mudança social jamais observado. São cada vez mais comuns os métodos de gerenciamento que reconhecem as necessidades holísticas das pessoas e buscam fomentar o melhor resultado e desenvolvimento dos indivíduos e de suas organizações.

Como atender aos talentos das novas gerações? Quais as ferramentas de suporte tecnológico, físico, cognitivo e emocional adequados às demandas particulares destes indivíduos? Se você espera resultados extraordinários, oferece ferramentas equivalentes ao potencial de sua empresa e equipe?

 
 
  • Rodrigo Calazans

Como a tecnologia e os novos modos de trabalhar afetam a criatividade?

Atualizado: 7 de Mai de 2019

É clichê dizer que a evolução da tecnologia tem provocado mudanças na vida e no ambiente de trabalho de todos nós. As aplicações em cloud computing, e a popularização da banda larga, somados à evolução dos dispositivos móveis, permitem que os profissionais produzam, colaborem e se comuniquem a qualquer hora, local e a partir de diferentes dispositivos. Essa mudança provocou o fim das fronteiras tradicionais de trabalho, pautadas por escritórios físicos e horários fixos.


No Brasil, essa mudança começa a ganhar contorno de realidade, de acordo com os resultados de um recente estudo realizado pela TNS Consulting – a pedido da Dell e Intel –, e que consultou cerca de 5 mil profissionais de pequenas, médias e grandes empresas, dos quais 501 brasileiros. O levantamento mostra que, no país, 56% das pessoas já têm a liberdade de, em algum momento, trabalhar de casa e 75% acessam o email e 59% fazem ligações profissionais fora do horário de expediente.


Para os profissionais, esses novos modelos de trabalho representam a chance de um melhor equilíbrio de vida.


Entre os entrevistados brasileiros do estudo que trabalham de casa em algum momento, 52% afirmam que essa flexibilidade garante mais tempo para a família, 49% sentem menos estresse e 33% dormem mais.


Já para as empresas, esse cenário de trabalho flexível representa funcionários mais motivados e satisfeitos, mas há alguns desafios importantes para os departamentos de TI, em especial, como gerenciar esse acesso à rede de qualquer dispositivo, hora e local, equilibrando as demandas da corporação e dos profissionais.


Liderados pelos estilos de trabalho colaborativo iniciados por agências criativas e empresas de tecnologia, empresas de todos os tipos estão se refazendo para estimular a inovação e a produtividade. Abandonando o antigo modelo de uma pessoa com foco limitado atribuído a uma mesa firmemente ancorada, muitas empresas optam por criar equipes multifuncionais que mesclam diferentes disciplinas. "É uma mudança fundamental", diz Johnathan Sandler, da Gensler.


O desafio é criar ambientes flexíveis o suficiente para permitir que as equipes se unam quando precisam e desmembram quando terminarem. O Hachette Book Group, por exemplo, passou de um local de trabalho altamente fechado, centrado no escritório, para um escritório 100% aberto, com uma alta concentração de áreas de colaboração. O novo layout divide os silos, permitindo melhores conexões visuais e mais colaboração entre os departamentos. “Eles estão prosperando nesse ambiente muito mais aberto e igualitário, onde podem movimentar as equipes com muita facilidade”, observa Sandler.


As corporações precisam ter consciência de que a adequação a novos modelos de trabalho representa uma tendência sem volta. A pressão de uma nova geração de profissionais que começa a entrar nas empresas e que valoriza, mais do que nunca, a flexibilidade e o equilíbrio de vida já é realidade para a maioria das organizações. Na prática, o trabalho no escritório, com horários fixos, tende a virar uma exceção e não uma regra em longo prazo.

Nesse cenário, algumas perguntas que os CIOs e gestores de TI precisam estar preparados para responder no atual momento, seja em empresas que já têm modelos de trabalho flexíveis quanto as mais tradicionais, é: como a companhia pretende controlar e gerenciar os equipamentos pessoais que acessam a rede corporativa, e vice-versa, garantindo a produtividade dos profissionais, mas sem comprometer a performance e a segurança corporativa?


Para os gestores de TI que ainda não estão preocupados com essa questão, a pesquisa da TNS Consulting traz um importante alerta: no Brasil, 55% dos profissionais afirmam utilizar dispositivos pessoais no trabalho e 42% deles informam que a organização não está ciente dessa prática, o que abre uma brecha para problemas, principalmente, relacionados à segurança da informação.


A Microsoft está posicionando a conexão como um tema chave para as reformas mais recentes do Redmond Campus. O design une três prédios e seus respectivos pisos e ambientes de trabalho. Para reunir diferentes escalas de população, as áreas comuns centrais fornecem uma zona de convergência, alimentando as relações que levam à polinização cruzada de ideias. “Até o lobby tem um papel”, diz Ryan Haines, da Gensler. "Sua caixa multimídia" Blue Box "usa o sensor Kinect da Microsoft para responder visualmente e audivelmente às pessoas enquanto elas sobem, descem e interagem nas escadas."


Além de acomodar novas formas de trabalho, os escritórios também estão se adaptando a novos estilos de liderança. “As organizações estão se tornando muito mais planas hierarquicamente”, diz Philip Tidd, da Gensler.


“E como as empresas começam a gerenciar pessoas através da cultura e da comunidade, os tipos de locais de trabalho necessários para apoiá-los também estão mudando rapidamente.”


Como isso se reflete no design do local de trabalho é mostrado pela nova sede da Gensler em Yanmar, Osaka, no Japão. O espaço de trabalho enfatiza o trabalho em equipe e a transparência, organizando andares de escritórios abertos em torno de uma escada circular interconectada que corta o prédio, tornando visível até o piso executivo. A maioria dos gerentes agora compartilha grandes tabelas de trabalho com suas equipes. As escadas levam todo mundo até o último andar, reservado para refeições e outras atividades comunitárias.

É incrível pensar que o primeiro iPhone foi vendido em 2007, pouco mais de dez anos atrás. A sua forma de trabalhar provavelmente mudou bastante desde então. Onde e quando você lê seus e-mails, como entra em contato com colegas, em quais sites de mídia social você interage e etc, ganharam um fator de mobilidade imponderável há pouco mais de uma década.

Em outros 10 anos, a integração da inteligência artificial, da realidade virtual e da análise humana fará com que o seu escritório atual pareça tão ultrapassado quanto o telefone de disco que já ficou pendurado na parede da sua cozinha. No futuro, você pode andar em um escritório cheio de computadores, mas esses computadores parecerão profundamente diferentes: as experiências holográficas imersivas, mas mais pessoas escolherão “óculos de realidade aumentada” ou novos dispositivos para esse fim, mais chiques, menos isolantes, que sobrepõem informações virtuais em cima o plano físico. Salas e imóveis provocarão sensações diferentes, mais intuitivos e confortáveis, projetados para acomodar diversas redes de escritores, programadores, designers e cientistas que se unem para resolver problemas difíceis.

Talvez a mudança mais perceptível seja que as linhas entre tecnologia e espaço ficarão borradas. Integrado com sensores inteligentes e software de reconhecimento de fala, seu local de trabalho cuidará de grande parte do dia-a-dia administrativo: transcrevendo anotações de reuniões, agendando chamadas em conferência, respondendo a e-mails de rotina e servindo como membro da sua equipe. Espaços abertos e naturalmente iluminados, projetados para o seu bem-estar, acomodam os variados estilos de trabalho, expectativas de privacidade e tipos de personalidade das equipes que os ocupam.

Como pensamos numa configuração de escritório que suporte a integração tecnológica somada às necessidades humanas da população?

Entre em contato para saber mais.

Fontes:

https://www.gensler.com/research-insight/gensler-research-institute/focus-on-focus?utm_source=social&utm_medium=LinkedIn&utm_campaign=dialogue-31

http://www.hgcode.com.br/

https://www.steelcase.com/research/articles/fast-forward/


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